
Na década de 1970, a Paróquia da Igreja Evangélica Luterana do Distrito de
Taquaras, pertencia a Santa Izabel. Porém houve uma desmembração tornando-se a
Paróquia de taquaras e precisava da vinda de um pastor, então veio o Pastor Silvino
Schneider que era professor e sua esposa Gertraud Marie Schneider que também era
professora e logo começaram a trabalhar na Escola de Educação Básica Roberto Schütz.
Logo na sua chegada, Silvino demonstrou-se preocupado com a população local, com
medo de que os agricultores não estivessem se mantendo economicamente apenas da
plantação de milho e cebola, e pelo fato de grande parte dos alunos que se formavam
acabavam saindo do município, sofrendo então um grande êxodo rural na época.
Após se passar cerca de seis meses, Silvino que era professor na escola, sugeriu
a então diretora Salete Coelho Schütz a ideia de fazer o cultivo de morango no
município, mas na época a fruta mal era conhecida pela população local e muitos
acreditavam que nem era possível realizar a produção dessa fruta no município. A ideia
inicial do pastor era fazer o plantio e criar mudas das frutas para distribuir aos alunos na
escola e assim eles mesmos fazerem a divulgação para suas famílias. Juntamente com os
outros professores, Salete e Silvino decidiram seguir com a ideia de incentivar a
distribuição de mudas aos alunos.
Na época, existia a disciplina IPT (Iniciação Para o Trabalho), onde os próprios
alunos faziam o plantio e cultivo de mudas no próprio pátio escolar. O pastor Silvino
era o responsável por ir até a cidade de Feliz, em Rio Grande do Sul e trazer as mudas
de lá, então era feito o cultivo na escola e quando as mudas estavam crescidas e fortes
eram distribuídas para os alunos e seus pais. Segundo relatos nas entrevistas realizadas,
parte da população não demonstrou interesse pelo plantio fazendo assim o descarte
dessas mudas.
O pastor fez esse processo de ir buscar mudas de morango em Feliz
diversas vezes, mas ele não trazia apenas a fruta, e sim diferentes tipos de plantas como
hortênsias e grinaldas de noiva, que hoje pertencem à flora do nosso município.
Ao decorrer dos anos, o morango foi se destacando entre os agricultores por ser uma
fruta que se adaptou ao clima local e que não demandava de grandes áreas para o cultivo. Essa
combinação, juntamente com uma boa receptividade da população, tornou Rancho Queimado a
Capital Catarinense do Morango em 25 de outubro de 2001, por meio da Lei Estadual nº 11.954.
